Odeio o modo como me prende a você. A sua falta de atenção e minha
necessidade de seu carinho. Odeio estar apaixonada e sofrer anos a fio por
isso. É triste pensar que a cada dia vai-se ao poucos e eu fico tão só.
Doi-me de pensar que perco cada momento vivido seu, perco-te pro tempo,
perco-te a outra pessoa.
Odeio o modo com que minha falta não te aflige, mas a sua me mata. Ou
como você me parece não se importar.
Trágico como um copo de whisky em minha mão, me parece ser a chave do
meu coração, onde com ele eu consigo destrancar tudo que guardei anos em mim e
facilmente faço a burrada de soltar, e então no outro dia me pego com ressaca
moral.
É como se faltasse um pedaço em mim, um pedaço que eu sei exatamente
aonde esta, e sinto falta.
Vejo coisas e imagino, “ERA PRA SER EU” “ERA PRA SER COMIGO” “ERA PRA
SER ASSIM”, dói-me, então choro mais uma vez e mais uma noite durmo ao chorar,
entre prantos e soluços.
Não entendo como pôde a vida nos fazer isso. Que injustiça com meu
coração, e se for pra ser assim, que o mundo acabe então!
Odeio o modo com que as coisas terminaram, ou não.
Odeio ver-te assim, tão longe de mim.
Odeio-te por não fazer nada para mudar, odeio-te por seu maldito
comodismo com a situação, odeio-te por amar-te tanto, odeio-te por centenas de
textos feitos com mesmo sentimento e milhares de palavras que você nunca
entendera a intenção.
E então choro mais uma vez, trancada em meu quarto, escrevendo, lendo,
vendo e pensando.
ÁH COMO ODEIO ISSO TUDO!
Desejo a ti que sempre haja algo que te faça lembrar, uma data, um
numero, um cheiro, uma falta, um filme, uma musica, algo que te faça lembrar de
mim, lembrar a quem amou-te por anos e aqui deixou tão só.
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