segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A meu grosso modo


Anos se passaram e cá estamos nos, novamente, dois estranhos conhecidos, dois grandes amigos e velhos amores.
Grandes diferenças, distintas personalidades, ideais opostos e um sentimento torto.
As vezes mal compreendido, as vezes nem falado, as vezes mal vivido e muitas vezes despedaçado.
Minhas palavras, são apenas palavra soltas, em um universo paralelo, onde milhares de sentidos surgirão.
Muitas explicações faltam, as vezes palavras sobram.
Por vezes penso milhares de coisas a lhe dizer, a fazer, a pensar. Mas por vezes, mal compreendida sou, por meu mundo diferente, de sentimentos bagunçados, de emoções trocadas e jeitos errados. Mas assim errante sou, a menina que cresceu, mas necessita de colo. A que foge de um abraço por gostar de pega-pega, ou a neném que só precisa de um olhar sereno e um abraço acolhedor onde se sinta segura. Sim essa sou eu, a qual não fala de sentimentos, a que nunca tem tempo, a que vive no mundo da lua, a que não cobra amor, mas pede carinho, a que detesta excessos, mas que odeia faltas. A que pensa milhares e não pronuncia nada, a que mesmo na ausência tenta ser presente, a chata, enjoada, a nada grudenta, nem ciumenta, a moleca, brincalhona, que vive seria, mas necessita rir as vezes. A que nunca estará 100%, mas a que será de corpo e alma sempre que puder. A complicada, mas simples, a brava mas dengosa, a nunca compreendível.

A meu grosso modo, eu te amo.

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