Pensei que depois de tanto tempo não doeria mais, pensei que
eu já não choraria mais, pensei que era forte.
As palavras já não mais me vêem na mente, já não tenho
inspiração em meus textos, já não sei o que passar além de vagas e dolorosas
palavras, que tendem a me machucar.
Ao longo do tempo amadurecemos, vivemos, conhecemos novas
coisas, mais velhos sentimentos perpetuam, ferindo ...
Por vezes me pensei superior, por vezes me fingi de
esquecida, falando de alguém um tanto quanto indiferente, um quanto apático a
mim. Dizendo-me esquecida e feliz, dizendo-me segura e tranqüila, tudo que não
sou.
Nesses idas e vindas da vida, penso comigo o quanto sou
fraca, o quanto me deixei levar por palavras, mesmo quando as aparências
mostravam outras coisas, e agora, mais uma vez me pego chorando ao escrever, me
pego pensando o quanto fui tola e fraca, imaginando que tudo o que fiz, de nada
valeu.
Ao imaginar que troquei o meu mundo, me refiz, mudei meus
jeitos e hábitos, me tornei uma pessoa totalmente diferente do que eu era,
apenas para me adaptar a um ser, que não tem a capacidade de ver isso. Idiota,
pois ao tempo que eu me refiz, a pessoa se refez e se adaptou a outra, mais
forte e superior, que soube e sabe manipular.
Boba do coração mole, chora e não esquece, vive e implora,
pensa e relembra e ainda tem a capacidade de pensar que em um futuro não tão
distante, as coisas serão diferentes.
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