segunda-feira, 12 de julho de 2010

Uma Verdade


As vezes paro pra pensar em como as pessoas me vêem, sei que não à nenhuma que realmente me conheça, nem as velhas amigas de anos, nem os novos amores, ninguém.

Sou a menina com rosto meigo, estilo arrojado, não tenho corpo de violão, mas tenho corpão, meus cabelos não são lisos nem cacheados, são como as ondas do mar, começando liso e calmo e terminando em ondas e cachos bem longos, tenho olhos puxados e ao mínimo gesto de alegria ou felicidade eles somem num enorme sorriso, tenho calos nas mãos, mesmo que não tenha nenhum trabalho pesado, tenho pele aveludada, olhos negros e os traços da mulher brasileira bem presentes em meu corpo, de estatura mediana, voz de menina manhosa, unhas coloridas. Isso tudo é só aparecia que qualquer um pode notar, isso é basicamente como me vêem, mas ninguém nunca realmente me viu.

Sou aquela menina com o rosto angelical e sempre sorridente, mas que por traz de cada sorriso esconde uma lagrima, uma imensa dor que trago no peito, sou a menina de estilo arrojado, que não tenta agradar ninguém pelo seu estilo, mas que se veste assim pois se sente bem, o cabelo mudado radicalmente varias vezes por não agüentar a mesmice de sempre, é aquela que tantos e tantos julgam sem trocar nem uma palavra, é aquela com a voz meiga que fala calmo mas tem o coração gritante e só quer alguém que lhe escute e lhe tire da solidão, essa menina é aquela que chora todas as noites antes de dormir, é a desaprendeu de rezar, é a que não da conta de escrever sem chorar, e ela esta tão perdida, numa imensidão de mundo onde se sente sozinha. E é essa menina que ninguém realmente vê, e é essa menina que aprendeu a responder tudo do bom e do ruim com um belo sorriso, assim passando uma tranqüilidade e uma paz inexistentes em seu coração.

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